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Comprar transdutor de pressão: guia para escolher saída, faixa, compensação e materiais

O projeto está quase fechado: a placa de aquisição foi escolhida, o espaço na máquina é de poucos milímetros e o fluido é óleo hidráulico a 80 °C. Falta o sensor. Se a compra for feita olhando só faixa e preço, o problema aparece depois, no zero que deriva com a temperatura, no sinal que o conversor não lê direito ou na membrana atacada pelo fluido. Antes de comprar transdutor de pressão, vale passar por cinco decisões, nesta ordem.

Este guia percorre essas decisões com dados dos datasheets das séries KELLER de sensores e transdutores e mostra onde cada uma se encaixa. Se a dúvida ainda é anterior a isso, veja primeiro o que são sensores de pressão e como funcionam e a diferença entre transmissor e transdutor de pressão.

1. Sinal em mV (sensor ou transdutor) ou transmissor com saída padronizada?

Neste guia, sensor de pressão é a célula que mede: um chip piezorresistivo de silício com ponte de Wheatstone. Transdutor é esse sensor com fixação ou conexão mecânica (corpo, rosca), ainda com sinal em mV. Transmissor acrescenta a eletrônica que padroniza o sinal e o conector. Nas Séries 2 e 4, 3 L a 10 L e 7 LI você compra o próprio sensor (a célula); nas Séries 11, 13 e M5, o sensor já vem montado com carcaça e conexão, ou seja, é um transdutor. Os datasheets KELLER chamam essas células de "transdutores OEM" ou "cápsulas de transdutor"; aqui, seguimos a definição acima.

Em todos esses casos, o que sai é um sinal em milivolts, proporcional à corrente de excitação: os datasheets especificam alimentação em corrente constante de 1 mA. Nas células da linha 3 L a 10 L, segundo os datasheets atuais da KELLER (edições 07–08/2025, como o datasheet da Série 7L), o sinal típico fica em torno de 160 mV por mA nas faixas médias e altas, e é menor nas faixas baixas. A 7 LI informa 150 mV a 1 mA, e a M5, cerca de 80 mV. A Série 13, à parte, informa sinal típico de 1000 mV.

Isso tem consequências práticas para quem compra:

Em troca, você ganha tamanho reduzido (Ø 11 mm na família 4L, a mais compacta dos datasheets atuais), liberdade para projetar a própria eletrônica e, no transdutor M5, resposta dinâmica de até 50 kHz para medir pulsações.

Se a aplicação pede um sinal pronto para CLP ou para um barramento, o caminho é um transmissor. A Série 33X / 35X, por exemplo, é um transmissor com compensação digital e saída RS485, com saída analógica como opção; a precisão e as configurações estão na página do produto. Se você está entre integrar a célula, usar um transmissor OEM ou comprar um transmissor pronto, compare os três caminhos em sensor de pressão OEM: célula, transmissor OEM ou transmissor pronto.

2. Faixa e tipo de referência

A faixa define o fundo de escala (FS), e a precisão dos sensores e transdutores é dada em % do FS. Superdimensionar a faixa "por segurança" tende a piorar a leitura no ponto de trabalho, porque o erro especificado é proporcional ao FS. Entenda o cálculo em precisão em %FS, % da leitura e classe de exatidão.

Uma observação do datasheet de 2009 da linha 3 L a 10 L (fonte: datasheet 2009, confirmar vigência): quando o sensor trabalha entre 0 e 50% do FS, precisão e sobrecarga melhoram por um fator de 2 a 4. Esse ganho não aparece nos datasheets atuais: o valor garantido continua sendo o %FS sobre a faixa nominal. Para dimensionar, use o valor especificado e consulte a equipe técnica antes de contar com o ganho.

Junto com a faixa, defina a referência. Os códigos KELLER usados nas fichas são:

Nem toda série oferece todos os tipos: a M5, por exemplo, é só absoluta, e as famílias 4L e de alta pressão (HP) também. Confira ainda a pressão de prova (sobrepressão admissível): ela vem tabelada por faixa em cada datasheet e precisa cobrir os picos reais do processo.

3. Compensação de temperatura

Todo sensor piezorresistivo tem zero e sensibilidade que variam com a temperatura. A pergunta de compra é: em que faixa de temperatura o sensor ou transdutor vem compensado, e quanto trabalho de compensação fica com você?

4. Encapsulamento, materiais e fluido

Aqui está o erro mais caro: escolher pela faixa e descobrir depois que o meio ataca a membrana ou que o sensor não cabe no ponto de medição.

O tamanho também depende da faixa: segundo o datasheet de 2009 (confirmar vigência), quanto mais baixa a pressão, maior precisa ser o diâmetro da cápsula, por causa da dilatação do óleo interno com a temperatura. Os datasheets atuais são coerentes com isso: a faixa mínima é 0…10 bar na 4L (Ø 11 mm) e 0…0,1 bar na 10L (Ø 19 mm).

Tabela comparativa: sensores e transdutores KELLER

SérieFaixas (datasheet)Construção / materiaisTemperaturaUso típico
2 e 4 (sensor)De décimos de bar até 20 bar, conforme a sérieCélula sobre vidro; corpo em Delrin; soldável em placaCompensada 0…50 °C (opção -10…80 °C)Ar e gases, pneumática, meteorologia, equipamentos compactos
3 L a 10 L (sensor)PR até 50 bar · PAA e PA até 200 bar (7L, 9L, 10L) · até 2000 bar nas famílias HPInox 316L, óleo de silicone, diafragma soldado rente, montagem com O-ring; Ø 11 a 19 mm nos datasheets atuaisCompensada 0…50 °C (4L) ou -10…80 °CProjetos OEM com líquidos e gases
7 LI (sensor)200, 400, 600 e 1000 bar (absoluta)Inconel 718, Ø 15 mm; PT100/PT1000 opcionalCompensada 20…200 °CAlta pressão com alta temperatura
11 (transdutor)0,1…20 bar (PAA, PA, PR) · 50…1000 bar (PA)Carcaça de inox, G 1/4", conector Binder 723Consulte o datasheetTransdutor de mV pronto para instalar; validação de sensores OEM
13 (transdutor)10…1000 barInox 1.4435 (opção Hastelloy C-276), refrigeração a águaMeio de 20…350 °C (operação)Reações químicas em alta temperatura, testes de motores
M5 (transdutor)3, 10 e 30 bar (absoluta)Rosca M5 x 0,5, cabo FEP IP67Compensada -20…125 °C ou -40…180 °CBancos de teste de motores, pulsação até 50 kHz

A precisão típica informada para as Séries 2 e 4 e 3 L a 10 L é de 0,25 %FS (0,5 %FS máximo; na família 4L, só o máximo de 0,5 %FS é informado), incluindo não-linearidade, histerese e repetibilidade. Para a ficha completa de cada família, consulte o datasheet correspondente ou a equipe técnica.

5. Custo total: o preço de compra é só uma parte

Um sensor barato que deriva, exige recalibração frequente ou falha por incompatibilidade com o fluido custa mais do que parece. Na comparação entre fornecedores, coloque na conta:

Em resumo, o que define o valor de uma compra é o casamento entre série, faixa, referência, compensação e material, e não a etiqueta. A KELLER oferece variações sob encomenda em várias dessas variáveis: materiais de caixa e diafragma, óleos, faixas de pressão e de temperatura especiais e modelo matemático.

Checklist antes de pedir o orçamento

  1. Qual o fluido, a temperatura do meio e a temperatura ambiente no ponto de instalação?
  2. Qual a pressão de trabalho, os picos e o tipo de referência (PR, PAA, PA ou PD)?
  3. A sua eletrônica lê sinal em mV com excitação de corrente, ou você precisa de um transmissor com saída analógica ou digital pronta?
  4. Quanto espaço e qual conexão de processo estão disponíveis?
  5. Qual precisão você precisa no ponto de trabalho, e em que faixa de temperatura?
  6. Há fenômenos dinâmicos (pulsação, transientes) que o sensor precisa acompanhar?
  7. Qual a quantidade ou o volume anual previsto, e em que fase está o projeto (protótipo, lote piloto, produção em série)?

A Kelltech, distribuidora oficial da KELLER no Brasil, ajuda a cruzar esses dados com os datasheets e indicar a série adequada, e vende a célula avulsa, inclusive para reposição.

Está especificando um sensor OEM para o seu equipamento? Conheça a Série 3 L a 10 L de sensores piezorresistivos e fale com a equipe técnica da Kelltech enviando faixa, referência (PR, PA, PAA ou PD), meio, temperatura, quantidade ou volume anual e fase do projeto para receber a indicação do modelo.

Fale com um especialista e encontre o produto certo para a sua aplicação.Equipe técnica da Kelltech, distribuidora oficial KELLER no Brasil.

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