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Bancos de ensaio de motor, hidráulica de freio, ar-condicionado e linha de produção: veja onde a indústria automotiva mede pressão, as condições que derrubam um sensor comum e os produtos KELLER indicados para cada ponto.

O motor está no dinamômetro há seis horas de um ciclo de durabilidade. A pressão de óleo parece estável no supervisório, mas o transmissor instalado no fim de um tubo de 40 cm só mostra a média: as pulsações da bomba e os picos na partida a frio nunca chegam ao registro. Na medição de pressão na indústria automotiva, o problema raramente é ler um número. É ler o número certo, no ponto certo, na velocidade certa, com o sensor aguentando calor, vibração, combustível e ruído elétrico.

Esta página reúne onde montadoras, sistemistas e laboratórios de ensaio medem pressão, quais condições derrubam um sensor comum e quais produtos KELLER fazem sentido em cada ponto.

Onde a pressão é medida no setor automotivo

As condições que derrubam um sensor comum

Cada ponto acima combina pelo menos dois destes desafios:

Transdutores e transmissores de pressão para bancos de ensaio de motores

Pulsação perto do ponto: Série M5 e Série M5 HB

A Série M5 HB foi pensada para o ambiente do banco de motor. A cabeça do sensor tem rosca M5 × 0,5 e conexão praticamente rente ao meio, então pode ser instalada em pontos de difícil acesso e em tubulações finas, bem perto de onde a pressão acontece. Segundo o datasheet da KELLER, ela mede de 0 a 50 kHz e a cabeça suporta até 200 °C sem adaptador de refrigeração. O amplificador remoto, ligado por cabo FEP de 1,5 m, fica fora da zona quente.

Para quem já tem condicionamento de sinal no sistema de aquisição, a cabeça vendida sozinha é a Série M5: transdutor com saída típica de 80 mV a 1 mA, que acompanha uma ficha de calibração individual de fábrica.

CaracterísticaSérie M5 (transdutor)Série M5 HB (transmissor)
Faixas (absolutas)0…3, 0…10 e 0…30 bar0…3, 0…10 e 0…30 bar
Sobrepressão15, 50 e 90 bar15, 50 e 90 bar
Resposta dinâmica0…50 kHzlimite de frequência (-3 dB) de 50 kHz mín.
Sinal80 mV típ. a 1 mA0…10 V (13…32 VDC)
Temperaturaoperação -50…180 °C; compensação -20…125 °C ou -40…180 °Ccabeça até 200 °C; eletrônica -40…125 °C
Erroconforme ficha individualprecisão ±0,1 %FS; banda de erro total ±0,5 %FS (-20…125 °C) ou ±1,0 %FS (-40…180 °C)
Meios indicadosóleo, combustíveis (diesel, gasolina etc.), gases, líquidos de arrefecimentoos mesmos da M5

Fique atento: as faixas da M5 são absolutas. Na admissão sobrealimentada isso é uma vantagem, porque a pressão do coletor é tratada em valor absoluto. Se você precisa da leitura relativa à atmosfera, compense com um barômetro na aquisição.

Meios muito quentes: Série 13 refrigerada a água

Quando o meio passa do que a cabeça da M5 suporta, a Série 13 resolve com outra estratégia: o sensor fica numa seção refrigerada a água e um óleo transmite a pressão da membrana faceada. O datasheet indica meios de 20 a 350 °C, faixas de 10 a 1000 bar, sinal típico de 1000 mV, frequência natural acima de 5 kHz, rosca M14 × 1,25 e vazão de água de refrigeração de 0,2 L/min. A KELLER cita testes de motores entre as aplicações.

Referência de alta precisão no banco: Série 33X / 35X

Para grandezas que entram no cálculo de desempenho, como pressão atmosférica e de admissão em ensaios de potência ou pressão de combustível na medição de consumo, o ponto forte é a precisão, não a velocidade. A Série 33X / 35X usa compensação matemática por microprocessador e tem saída digital RS485 (até 128 transmissores em um barramento) além da analógica 4…20 mA ou 0…10 V. Pelo datasheet, a margem de erro da saída digital é de 0,05 %FS entre 10 e 40 °C, com opção de 0,01 %FS, sob encomenda, em versões PA/PAA 33X e faixas específicas (confirme com a equipe). As faixas vão de 0…1 a 0…30 bar relativas e até 0…1000 bar absolutas, com taxa de amostragem de 400 Hz. A 35X tem membrana faceada e rosca G 1/2".

Transmissores de pressão para hidráulica, freio e componentes do veículo

Em bancadas de hidráulica, freio e transmissão, e em sistemistas que integram medição de pressão no produto, o que pesa é robustez, imunidade a ruído, conector padronizado e custo em série.

Para projetos em que o sensor precisa caber dentro do componente, a KELLER também oferece as cápsulas piezorresistivas OEM da família 4L…10L. Nesse caso, o sensor é a própria célula, que o fabricante do equipamento integra à sua eletrônica.

Manômetro digital para a indústria automotiva: pico, registro e manutenção

Nem toda medição precisa de um canal no sistema de aquisição. Na manutenção de prensas e centrais hidráulicas, no diagnóstico de bancadas e na verificação de freio a ar, um manômetro digital resolve. O LEO 5 tem dois modos: medição padrão duas vezes por segundo e modo de pico com amostragem de 5 kHz, que captura o golpe que um manômetro de ponteiro não mostra. Pelo datasheet, a precisão é de 0,05 %FS e a banda de erro total de 0,10 %FS (0…50 °C), com faixas de -1…3 bar a 0…1000 bar, caixa de aço inox IP66, registro de mais de 56.000 valores e interface USB.

A Kelltech emite certificado de calibração rastreado, mediante solicitação (veja como funciona a calibração).

Qual produto para cada ponto

AplicaçãoPrioridadeProduto KELLER
Pulsação na admissão, óleo e combustível no banco de motorResposta dinâmica, tamanho, temperaturaSérie M5 / M5 HB
Meios acima de 200 °CIsolar o sensor do calorSérie 13
Pressões de referência para cálculo de potência e consumoPrecisão e estabilidadeSérie 33X / 35X
Hidráulica de freio, direção e transmissão em bancadaRobustez, imunidade a ruído (para fluido de freio, confirme a vedação com a equipe)Série 21 Y
Componente com eletrônica embarcada (OEM)Integração no componente, custo em sérieSérie 21 C (raciométrica 0,5…4,5 V) ou cápsulas 4L…10L (sinal em mV, eletrônica do cliente)
Manutenção, diagnóstico e verificação de picosPortabilidade, registroLEO 5

Como escolher, em sete perguntas

  1. Qual a faixa de operação e qual o pico? Dimensione pela pressão normal, mas confira se os picos de comutação ficam abaixo da sobrepressão admissível.
  2. Absoluta ou relativa? Admissão e ensaios de potência costumam pedir absoluta; circuitos hidráulicos, relativa.
  3. Quão rápido o fenômeno acontece? Média de processo, alguns hertz ou pulsação de kHz mudam completamente a escolha.
  4. Qual a temperatura do meio e do local da eletrônica? São duas temperaturas diferentes, e as duas precisam caber no datasheet.
  5. Qual o fluido? Informe o fluido exato para a equipe conferir partes molhadas e vedação.
  6. Qual sinal a aquisição aceita? mV, 0…10 V, 4…20 mA, raciométrico ou digital RS485.
  7. Qual rosca e qual conector? M5, M14, G 1/4", 7/16"-20 UNF, M12, Packard: definir isso antes evita adaptadores que estragam a medição.

Armadilhas comuns nos ensaios

Normas, qualidade e salas de ensaio com combustível

Os ensaios de motor seguem procedimentos como a ABNT NBR ISO 1585 (código de ensaio de motores de veículos rodoviários, potência líquida efetiva), que define as condições de medição e correção. A cadeia de fornecimento automotiva trabalha sob a IATF 16949, sistema de gestão da qualidade que inclui o controle dos equipamentos de medição. Os requisitos de cada ensaio vêm da edição vigente da norma e do procedimento do cliente, e os de calibração, do sistema de qualidade e do cliente.

Salas de ensaio com vapores de combustível podem ter áreas classificadas. Nenhum produto KELLER vendido pela Kelltech tem certificação Inmetro, exigida no Brasil para equipamentos elétricos em atmosfera explosiva. Nesses casos, a equipe técnica avalia cada aplicação antes de qualquer indicação.

Como distribuidora oficial da KELLER no Brasil, a Kelltech já atendeu empresas de referência do setor automotivo (veja a lista abaixo).

Vai montar ou atualizar um banco de ensaio, uma bancada hidráulica ou um componente com sensor de pressão? Mande para a nossa equipe a aplicação, a faixa de pressão e os picos esperados, o fluido, a temperatura do meio e da eletrônica, o sinal de saída, a rosca, o conector e a quantidade. Com isso indicamos a configuração certa, da Série M5 HB ao LEO 5. Fale com a gente pela página de contato.

Empresas do setor já atendidas pela Kelltech

  • Volkswagen
  • BMW
  • Scania
  • CAOA Chery
  • Agrale
  • ZF Automotive
  • CarBuss
  • Marelli

As marcas citadas pertencem aos seus respectivos titulares. A menção indica fornecimento pela Kelltech e não implica endosso.

Fale com um especialista e encontre o produto certo para a sua aplicação.Equipe técnica da Kelltech, distribuidora oficial KELLER no Brasil.

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