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Sondas de nível, transmissores de pressão e registradores KELLER para poços, reservatórios, elevatórias, redes de água e ETAs: o que medir em cada ponto, as condições de campo e como escolher faixa, referência e saída.

Madrugada de terça-feira. O consumo cai, o reservatório setorial enche e a pressão na rede sobe justamente quando ninguém está usando água. É nessa hora que os vazamentos invisíveis mais perdem volume. O controle de perdas começa por medição de pressão e nível no saneamento: nível de poço e reservatório para operar as bombas, pressão de rede para ajustar VRPs e setores, e registro confiável para provar o que aconteceu.

Esta página reúne os pontos de medição típicos de uma concessionária ou operadora, as condições reais de cada um e os instrumentos KELLER que fazem sentido em cada caso, com os números dos datasheets.

Onde o saneamento mede pressão e nível

A sonda que funciona num reservatório limpo não é, necessariamente, a mesma que você coloca num poço de captação a 80 m de profundidade ou no poço úmido de uma elevatória de esgoto.

Ponto de mediçãoO que se medeCondição típicaTipo de instrumento
Poço tubular (captação subterrânea)Nível estático e dinâmicoSonda pendurada por cabo longo, umidade alta, acesso por tubo auxiliarSonda de nível ou data logger submersível
Reservatório apoiado ou elevadoNível para liga/desliga de bombas e telemetriaÁgua tratada, poucos metros de colunaSonda de nível 4…20 mA ou RS485
Elevatória de água (sucção e recalque)Pressão de sucção e de recalqueInversores de frequência, partidas e paradas, transientesTransmissor de pressão
Rede de distribuição, setores e VRPsPressão no ponto crítico, antes e depois da VRPCaixas enterradas, sem energia, campanhas de dias ou semanasManômetro registrador ou transmissor fixo
ETA (filtros pressurizados, medidores de vazão)Pressão diferencial (perda de carga)Linha pressurizada, diferencial relevanteTransmissor diferencial
Assentamento de adutoras e redesPressão de ensaio e sua estabilidadeEnsaio de estanqueidade em campo, documentaçãoManômetro registrador

Sondas de nível para poços e reservatórios de água

A sonda de nível submersível mede a pressão da coluna d'água sobre a membrana. A conversão é direta: 1 bar corresponde a cerca de 10,2 m de coluna d'água (conta aproximada para água a 1.000 kg/m³). O artigo sobre medição de nível por pressão hidrostática explica o básico.

Série 26Y: sonda de nível 4…20 mA para reservatórios e poços

A sonda de nível Série 26Y é a escolha quando você precisa de muitos pontos com boa precisão e custo controlado. Segundo o datasheet da KELLER:

Série 36XW: quando a precisão e a saída digital importam

A sonda de nível Série 36XW tem compensação matemática por microprocessador e saída RS485 sempre disponível, mesmo nas versões 4…20 mA. O datasheet indica precisão de 0,1 %FS na saída digital e 0,15 %FS na analógica (0…50 °C), faixas padrão de 1, 3, 10 e 30 bar, corpo de Ø22 mm em 316L e IP68. Vários transmissores podem compartilhar o mesmo barramento RS485, o que simplifica poços de observação lado a lado.

Um cuidado que o próprio datasheet registra: a versão relativa pode sofrer condensação interna em dias quentes e úmidos quando instalada em água fria. Se o cabo não termina em local seco e quente, a KELLER recomenda um cartucho de sílica gel na ponta do capilar.

Série 46X: colunas rasas, de centímetros a poucos metros

Caixas de passagem, canais e tanques de contato têm pouca coluna d'água. Ali, uma faixa de 10 bar desperdiça resolução. A sonda capacitiva Série 46X usa célula cerâmica para baixas pressões, com faixas de 30, 100 e 300 mbar (cerca de 0,3 m, 1 m e 3 m de coluna, valor aproximado), margem de erro típica de ±0,1 %FS na versão 4…20 mA, dentro da faixa compensada (10…50 °C), membrana cerâmica banhada a ouro, corpo em 316L e junta de nitrilo.

Data loggers para poços de captação e monitoramento de aquífero

Órgãos gestores estaduais podem exigir, na outorga, que poços tubulares permitam medir nível e vazão e que os níveis sejam registrados periodicamente. Consulte as exigências vigentes do órgão do seu estado. Na prática, um registrador autônomo deixa a série histórica pronta, sem depender de alguém descer a trena elétrica todo mês.

O data logger DCX-22 AA foi desenhado para isso. Ele usa o método absoluto-absoluto: uma sonda de Ø22 mm submersa mede a pressão da coluna, e um sensor barométrico na caixa da superfície mede a atmosfera. Como não há tubo de ventilação no cabo, o conjunto é robusto em ambientes muito úmidos, justamente o caso de muitos poços. Do datasheet:

Para colunas maiores, o DCX-22 em versão SG ou VG cobre faixas de 10 a 100 m de coluna d'água, com a eletrônica na superfície e o sensor ligado por cabo (SG selado/absoluto, que precisa de compensação barométrica, por exemplo com um segundo logger na superfície; VG referenciado à atmosfera, com capilar no cabo).

Por que a compensação barométrica não é detalhe

Uma sonda absoluta sem compensação lê nível mais atmosfera. Exemplo: se a pressão atmosférica varia 15 mbar com a passagem de uma frente fria, a leitura muda cerca de 15 cm de nível que não existem (conta aproximada). Ou você usa uma sonda relativa com capilar ventilado, ou compensa a barometria com um segundo sensor, como faz o DCX-22 AA.

Transmissores de pressão para redes de água e elevatórias

A NBR 12218 (projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público) define limites de pressão estática máxima e dinâmica mínima e a divisão da rede em zonas de pressão; os valores estão na edição vigente da norma. O Novo Marco Legal do Saneamento (Lei 14.026/2020) incluiu a redução de perdas na distribuição entre as metas dos contratos. Os dois caminhos passam por medir pressão de forma contínua e confiável. Veja como isso funciona na prática em monitoramento de pressão em redes de abastecimento.

Série 21Y: transmissor de pressão para elevatórias com inversor

O transmissor de pressão Série 21Y atende recalque, pontos fixos de rede e sucção afogada (positiva); se a sucção puder ficar abaixo da atmosfera, informe no pedido para a equipe indicar a faixa adequada. Faixa relativa de 2 a 10 bar (absoluta até 1.000 bar), saída 4…20 mA ou 0…10 V, margem de erro total máxima de ±1,0 %FS entre 0 e 50 °C, partes molhadas em 316L, conector M12 com IP67. Para elevatórias, dois pontos do datasheet pesam:

Sobre a faixa: dimensione pela pressão máxima real, incluindo picos, e não pela pressão de operação. A sobrepressão admissível da 21Y é de 2 vezes a faixa, conforme o datasheet.

Série PD-39X: pressão diferencial em filtros e medidores de vazão da ETA

Em filtros pressurizados e em elementos deprimogênios (placa de orifício, Venturi), o que interessa é a diferença entre duas pressões. O transmissor diferencial Série PD-39X usa dois sensores absolutos e calcula o diferencial, o que o torna mais robusto a sobrecarga de um lado só. A saída analógica pode entregar a raiz do diferencial para medição de vazão.

A limitação vem escrita no datasheet: o diferencial deve ser de pelo menos 5 % da faixa padrão (10 ou 25 bar na versão de baixa pressão). No exemplo da KELLER, com faixa padrão de 10 bar e faixa diferencial de 4 bar, a margem de erro máxima fica em 0,25 % da faixa diferencial (0,1 %FS × 10/4). Para perdas de carga de poucos centímetros, como em filtros por gravidade, ele não é a ferramenta certa; nesse caso, converse com a equipe.

Manômetro registrador para campanhas de pressão e teste de adutoras

Nem todo ponto precisa de instrumento fixo. Para descobrir onde instalar uma VRP, validar a pressão no ponto crítico de um setor ou ensaiar uma adutora recém-assentada (a NBR 9650 trata da verificação da estanqueidade no assentamento de adutoras e redes de água), um registrador portátil resolve.

O manômetro digital com registrador LEO Record mede 1 vez por segundo, registra pressão e temperatura em intervalo de 1 s a 99 dias ou por evento (por exemplo, quando a pressão ultrapassa um limite), guarda em memória não volátil cerca de 57.000 leituras com intervalo de até 15 s (cerca de 28.000 com intervalos maiores; a 1 registro por minuto, perto de 19 dias, conta aproximada) e tem margem de erro total de ±0,1 %FS (0…50 °C) na versão piezorresistiva. Faixas padrão de -1…3, -1…30, 0…300, 0…700 e 0…1.000 bar, conexão G 1/4", IP65 e pilha com autonomia de até 2 anos a 1 registro a cada 10 s.

Dois limites a respeitar: 1 leitura por segundo não captura um golpe de aríete de milissegundos (para isso, transmissor rápido com aquisição adequada), e o IP65 não é para ficar submerso. Caixa de VRP que alaga na chuva pede o registrador fora da caixa ou uma solução submersível.

Como escolher o instrumento para o seu ponto

  1. Referência: relativa (cabo ventilado) ou absoluta com compensação barométrica. Em poço muito úmido, a absoluta-absoluta evita problemas com o capilar.
  2. Faixa: coluna máxima prevista mais margem. Faixa grande demais desperdiça precisão, porque o erro é em % do fundo de escala.
  3. Saída: 4…20 mA para CLP e telemetria existente; RS485 quando você quer ler a pressão digitalmente, ligar vários transmissores no mesmo barramento e reprogramar a faixa da saída analógica.
  4. Cabo: comprimento real até a caixa de junção, mais folga, e onde termina o capilar.
  5. Meio: água tratada, água bruta com areia ou esgoto com gordura e sólidos. A compatibilidade química de cada fluido não está nos datasheets; descreva o meio no pedido.
  6. Atmosfera: poços úmidos de esgoto e áreas com biogás podem ser classificados como atmosfera explosiva. Nesse caso, a regulamentação brasileira exige certificação Inmetro, que nenhum produto da linha possui. A versão 46X Ei tem apenas certificação ATEX (europeia), sem Inmetro. A equipe técnica avalia cada caso antes de qualquer indicação.

Armadilhas comuns no campo

A Kelltech, distribuidora oficial da KELLER no Brasil, já atendeu empresas de referência do setor de saneamento (veja a lista abaixo).

Vai especificar medição de nível ou pressão para poços, reservatórios, elevatórias ou rede? Envie a aplicação, a faixa (coluna ou pressão máxima), o meio, a temperatura, o sinal de saída desejado, o comprimento de cabo e a quantidade pela página de contato ou pelo WhatsApp logo abaixo, e a equipe indica o modelo e a configuração.

Empresas do setor já atendidas pela Kelltech

  • Sabesp
  • Embasa
  • Cosagua
  • Sesan
  • Veolia

As marcas citadas pertencem aos seus respectivos titulares. A menção indica fornecimento pela Kelltech e não implica endosso.

Fale com um especialista e encontre o produto certo para a sua aplicação.Equipe técnica da Kelltech, distribuidora oficial KELLER no Brasil.

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