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Modelo de relatório de teste hidrostático (com gráfico de pressão) para baixar

O teste passou e a equipe desmobilizou. Uma semana depois, a fiscalização devolve o documento: falta o número de série do manômetro, não há certificado de calibração e as leituras intermediárias são três números escritos a caneta. O ensaio provavelmente estava certo, mas o papel não prova isso. Um bom modelo de relatório de teste hidrostático evita esse retrabalho porque obriga a registrar, ainda no campo, tudo o que alguém vai perguntar depois.

Aqui você baixa um modelo em Word, vê um exemplo preenchido e aprende a anexar o gráfico de pressão x tempo de um registrador. O procedimento do ensaio está no guia de teste hidrostático de tubulação passo a passo; este artigo trata do documento.

O que um relatório de teste precisa conter para ser aceito

Laudo, relatório ou registro de teste hidrostático: o nome muda, mas quem recebe o documento faz as mesmas perguntas. O que foi testado, por qual procedimento, com que pressão, por quanto tempo, com qual instrumento e quem aprovou? Se alguma fica sem resposta, o relatório volta.

Em equipamentos sob a NR-13, o teste faz parte da documentação de inspeção do equipamento, sob responsabilidade do profissional legalmente habilitado (PLH); confira na edição vigente da norma onde o registro deve ser arquivado. Em qualquer caso, o relatório vale o que vale a rastreabilidade dos dados que ele contém.

Baixe o modelo de relatório em Word

Baixar o modelo de relatório de teste hidrostático em Word (.docx)

O arquivo é editável (inclua seu logotipo e ajuste os campos ao seu procedimento) e tem sete seções:

Seção O que preencher
1. Identificação Cliente, obra/local, sistema ou trecho testado, referência do desenho ou isométrico, data
2. Referência normativa e critério de aceitação Campo livre: norma ou procedimento aplicável, pressão de teste, tempo de espera e critério
3. Condições do ensaio Fluido de teste, pressão de projeto/operação, pressão de teste, tempo de estabilização, tempo de espera, temperatura ambiente e do fluido no início e no fim
4. Instrumentação Instrumento, fabricante/modelo, nº de série, faixa, resolução, nº do certificado de calibração e validade
5. Registro de leituras Tabela hora × pressão × temperatura × observações, mais espaço para anexar o gráfico pressão × tempo exportado do registrador
6. Resultado Aprovado/reprovado, variação de pressão observada, variação corrigida por temperatura, observações
7. Responsáveis e assinaturas Executante, responsável técnico, cliente/fiscalização

A seção 2 é livre de propósito: pressão de teste, tempo de ensaio e critério dependem da norma, do material e do contrato. Copie-os do procedimento aplicável, citando número e edição.

O arquivo também serve como relatório de teste de pressão com ar comprimido ou nitrogênio. Lembre que o gás armazena muito mais energia que a água na mesma pressão: o ensaio pneumático exige procedimento específico, área isolada e responsável técnico.

Exemplo preenchido (com gráfico de pressão x tempo)

Segue um exemplo hipotético: pressão, tempos, temperaturas e critério são ilustrativos e não foram tirados de nenhuma norma.

Seções 1 a 4, em resumo

Seção 5: registro de leituras

Hora Pressão Temperatura* Observações
08:40 0,00 bar 22,6 °C ZERO SET à pressão atmosférica; registro iniciado a cada 5 s
08:55 7,50 bar 22,8 °C Patamar intermediário; inspeção das juntas
09:10 15,00 bar 23,0 °C Pressão de teste atingida; início da estabilização
09:40 15,02 bar 23,3 °C Fim da estabilização; início do tempo de espera
10:10 15,01 bar 23,3 °C Inspeção visual sem vazamentos
10:40 15,00 bar 23,4 °C —
11:10 15,00 bar 23,4 °C —
11:40 14,99 bar 23,3 °C Fim do tempo de espera
11:50 0,00 bar 23,2 °C Despressurização concluída; registro encerrado

* Temperatura registrada pelo sensor do instrumento, no ponto de conexão (precisão típica de 0,5 °C). Não é a temperatura do fluido ao longo do trecho.

O gráfico anexado mostra o ensaio inteiro, não só os pontos da tabela: rampa até 7,5 bar, patamar de inspeção, rampa até 15 bar, estabilização, 2 horas de espera praticamente planas e despressurização. A cada 5 s, as 3 h 10 min somam 2.280 leituras (190 min × 12). Uma queda brusca ou uma repressurização fora do procedimento apareceria na curva.

Seção 6: resultado

Dois detalhes valem para qualquer relatório. Primeiro, o exemplo declara por que a correção de temperatura não foi feita, com base na temperatura do fluido, e não na do instrumento: em testes longos ou com sol e sombra, a pressão do fluido confinado acompanha a temperatura e a correção pode mudar a conclusão (veja o cálculo em por que a pressão cai no teste sem ter vazamento). Segundo, o instrumento precisa ser bem mais fino que o critério: num manômetro de 0…300 bar (resolução de 100 mbar, erro total de ±0,3 bar), a queda de 0,03 bar nem apareceria, e o erro superaria o limite de 0,10 bar.

Como gerar o gráfico automaticamente com um manômetro registrador

Anotar uma leitura a cada 30 minutos deixa buracos e exige alguém ao lado do manômetro. Um manômetro registrador como o LEO Record mede a pressão uma vez por segundo, grava pressão e temperatura com data e hora em memória não volátil e entrega a curva pronta para a seção 5:

  1. Configure antes do campo. No software Logger da KELLER (módulo Writer), defina o intervalo ou o início automático por horário ou por pressão acima de um limite, e grave os dados da instalação (obra, trecho, isométrico) no instrumento.
  2. Escolha o intervalo pela duração. Com intervalos de até 15 s, a memória comporta cerca de 57.000 leituras: ~15,8 h a 1 s, ~3,3 dias a 5 s, ~6,6 dias a 10 s. Um ensaio de 3 h a cada segundo gera 10.800 leituras.
  3. Zere na atmosfera. Nas faixas até 61 bar absolutos, o zero de fábrica é o vácuo absoluto; use a função ZERO SET com o instrumento aberto para a atmosfera.
  4. Acompanhe no visor a pressão atual e o estado do registro, que também pode ser iniciado ou parado pelos botões.
  5. Descarregue e converta. No módulo Reader, leia o arquivo, visualize o gráfico e converta os dados em arquivo de texto para abrir no Excel. Os dados trazem número de série, dados da instalação e cada leitura com data e hora.
  6. Monte o relatório. Cole o gráfico na seção 5, preencha a tabela com pontos da planilha e arquive o arquivo original como evidência bruta.

A temperatura registrada pelo instrumento é a do sensor no ponto de conexão: ela ajuda a identificar variações térmicas, mas, para corrigir a pressão pela temperatura, meça também a temperatura do fluido ou da parede do tubo, como pede a seção 3. Modos de registro, faixas e versões estão no guia completo do manômetro digital com registrador.

Rastreabilidade: o instrumento também precisa estar calibrado

A seção 4 pede o número do certificado de calibração e a validade porque um gráfico impecável vindo de um instrumento sem calibração tem exatidão desconhecida. Quem audita confere se o número de série bate com o do certificado e se a calibração estava válida na data do ensaio (validade conforme o intervalo de calibração definido pela sua empresa ou pelo contrato).

A Kelltech emite, mediante solicitação, certificado de calibração rastreado, pedido junto com a compra ou contratado como serviço. A calibração é feita em dois ciclos de carga e descarga, segundo procedimento interno documentado, e o certificado informa maior erro, repetitividade e histerese em % do fundo de escala, além de identificar o padrão de referência KELLER e o número do seu certificado de origem.

Mais detalhes em calibração de manômetro digital.

Vai documentar testes hidrostáticos com frequência? Conte para a nossa equipe a pressão de teste, a duração e o tipo de instalação: indicamos a faixa certa do LEO Record e a calibração para acompanhar o relatório. Fale com um especialista.

Fale com um especialista e encontre o produto certo para a sua aplicação.Equipe técnica da Kelltech, distribuidora oficial KELLER no Brasil.

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